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Sistema Interligado

No Brasil, todos os grandes geradores são conectados aos centros de consumo através de linhas de transmissão, as quais são responsáveis por transportar diretamente a energia gerada aos grandes consumidores, ou indiretamente aos pequenos consumidores por meio das empresas de distribuição.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), “com tamanho e características que permitem considerá-lo único em âmbito mundial, o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil é um sistema hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos proprietários. O Sistema Interligado Nacional é formado pelas empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte. Apenas 1,7% da capacidade de produção de eletricidade do país encontra-se fora do SIN, em pequenos sistemas isolados localizados principalmente na região amazônica.”

No Brasil, os sistemas isolados são preponderantemente abastecidos por centrais geradoras a óleo diesel, em muitos casos localizadas em regiões de difícil acesso. Esses sistemas abastecem cerca de 3% da população nacional, localizada em uma área que corresponde a mais de 40% do território brasileiro. Como forma de subsidiar os custos com combustíveis e assim reduzir a fatura dos consumidores desse sistema, todos os demais consumidores conectados ao SIN arrecadam um encargo denominado Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que em 2011 foi de aproximadamente 5,9 bilhões de reais. Em setembro de 2012, por Medida Provisória, a Presidência da República extinguiu a CCC , assim como outros encargos. Essa Medida Provisória foi convertida na Lei 12.783 em janeiro de 2013.

 

 

Como a maior parte da capacidade de geração no Brasil é hidrelétrica, os montantes gerados nacionalmente dependem do regime de chuvas nas bacias hidrográficas, que variam de região para região. Com a interconexão elétrica das usinas através do SIN, o fornecimento de energia torna-se mais eficiente e menos sujeito às eventuais restrições de oferta regionais, pois a energia gerada em uma região com abundância de água pode ser redirecionada de forma a equilibrar o sistema como um todo.

Ademais, a operação do SIN é centralizada, o que garante que as decisões de despacho das usinas geradoras sejam tomadas de forma a contemplar as necessidades nacionais de abastecimento de energia. Um dos critérios da operação centralizada é o da minimização dos custos futuros associados à eventual falta de energia, que pode suscitar significativos prejuízos para o país.

Como instrumentos de manobra para o gerenciamento do déficit de energia, são também utilizadas usinas termelétricas, as quais não dependem de regimes sazonais para a produção de eletricidade. Desse modo, o despacho de uma usina termelétrica hoje pode ajudar a economizar água no futuro, o que, dentro de um cenário de escassez, pode resultar em menores riscos de déficit para o setor.

Para outras informações, pode-se acessar diretamente o site do Operador Nacional do Sistema (ONS), no link http://www.ons.org.br/